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Amêndoa
Os primeiros núcleos populacionais de Amêndoa remontam a épocas pré-históricas. O “castelum” circunda o pico mais elevado da serra, que ali tem a altitude de 493 metros. O enorme rectângulo conserva ainda, a pequena altura, quase toda a parede, que mede a espessura de 1,75 metros. Também nesta se não descobrem vestígios de barro ou argamassa. Pelo Norte, esta fortaleza era inexperfurável, devido ao rápido declive da montanha. Julga-se que este castro do ferro céltico datará de cerca do ano 350 antes de Cristo e poderá ter sido habitado até ao século VII da era de Cristo, já que foi nele encontrado um fragmento de fivela de cinturão visigótico. Antes, foi sem dúvida romanizado. Os romanos chamaram a esta terra Amíndula, que se situava à beira da estrada que ia da Egitânia a Abrantes, e, ali no sitio denominado de Coutada foram recolhidos alguns fragmentos de “opustesselatum”, policromos, partes de mosaico romano, de decoração geométrica, e cerâmica comum do século I antes de Cristo. Terá sido alí o primitivo assento de Amêndoa, ignorando-se o motivo que terá levado os habitantes a mudar o local da vila.
Este castelo há muito desaparecido ainda hoje dá nome a um pequeno mas grandioso monte coroado por um rochedo. A fortaleza entrou mesmo na linguagem popular como termo de uma expressão: “tão antigo como o castelo da Amêndoa”. Dele fala o livro da Comendas ao referir as propriedades que a Ordem de Cristo possuía no extremo oriental do concelho da Vila de Rei, uma pegada à igreja e outra “ao pé do castelo da Amêndoa”. Amêndoa foi doada aos templários por D. Afonso Henriques, em 1165 e a eles pertenceu até 1174. Em 1231 já era uma Comenda da Ordem de Malta e em 1336 Amêndoa possuía juizes, almotacés e toda a jurisdição própria de uma vila, recebendo todas as rendas e direitos reais, tanto no temporal como no espiritual, e apelando das sentenças, que os seus juízes davam para o prior e desta para o Rei.
Em 1372 D. Fernando doou a Afonso Fernandes de Lacerda todas as jurisdições, altas e baixas, de metade de Amêndoa. A vila viria ainda a ser alcaidaria dos marqueses de Fontes e depois dos de Abrantes.
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