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Ponte de Constância em risco de derrocada
O tráfego de pesados superiores a 15 toneladas vai ser proibido na ponte de Constância Sul/Praia do Ribatejo, por falta de condições de segurança, a partir do dia 10 de Julho O tráfego de pesados superiores a 15 toneladas vai ser proibido na ponte de Constância Sul/Praia do Ribatejo, por falta de condições de segurança, a partir do dia 10 de Julho. Uma medida que surge depois de uma inspecção efectuada pela empresa Estradas de Portugal (EP) que concluiu que o estado de conservação da travessia evoluiu para o grau 4, o último patamar antes da pré-ruína (grau 5).
Em 2001, um relatório idêntico atribuía à ponte apenas um nível três. A decisão nasce de uma posição concertada entre as câmaras municipais de Vila Nova da Barquinha e Constância, aprovada em reunião dos respectivos executivos a 28 de Junho e anunciada no dia em que um grupo de deputados, em representação da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, visitaram a região a convite dos dois municípios, que entendem ser "excluídos e marginalizados" pelos decisores em Lisboa.
Estas conclusões da peritagem alimentaram algumas expectativas a António Mendes, presidente da Câmara de Constância, que há muito vem exigindo uma nova travessia sobre o rio Tejo. Uma ideia que terá ficado comprometida há um mês atrás com o anúncio de que o Governo dava prioridade a que a nova travessia na zona fosse feita entre Abrantes e o Tramagal, permitindo a ligação do Alto Alentejo à A23 através do IC9. "O IC9 deverá estar concluído apenas em 2011 e o IC3 só mais tarde. Entretanto, é preciso resolver os problemas que existem na região em termos de travessias", lembra o autarca.
"Esta deliberação é uma primeira medida e um sinal", afirma Vítor Pombeiro, presidente da Câmara de Barquinha, que reclama, também, a construção de uma nova travessia que ligue a EN118 à A23, integrada na Variante da EN 118 Constância Sul/Gavião.
A interdição da ponte sobre o Tejo a veículos com mais de 15 toneladas não prejudica só as empresas da zona. Também vai condicionar fortemente, se nada for feito entretanto, a circulação dos camiões que se dirigirão para os CIRVER (aterros para resíduos industriais perigosos) na Carregueira/Chamusca e que deverão entrar em funcionamento em 2008.
"Dentro de um mês a ponte que liga a Chamusca à Golegã vai entrar em obras de melhoramento e o tráfego será desviado para Constância. Daqui a um ano é a ponte de Rossio ao Sul do Tejo que irá sofrer obras de beneficiação, com o tráfego a ser desviado uma vez mais para a nossa ponte", refere António Mendes, que deixa no ar um alerta: "Com a nossa ponte interdita a veículos com mais de 15 toneladas de peso, apetece perguntar por onde é que todo o tráfego pesado vai passar de uma margem para a outra do Tejo."
Miguel Relvas (PSD), presidente da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, afirmou na semana passada em Constância, que os deputados estão preocupados com os riscos de sustentabilidade da ponte, até porque "não está esquecida a tragédia de Entre-os Rios". O deputado afirmou ser "fundamental assegurar a segurança na ponte antes da abertura dos CIRVER", elogiando o facto de a delimitação ser fixada nas 15 toneladas de modo a permitir que os transportes públicos continuem a utilizar a ponte. O deputado referiu ainda que a Comissão a que preside irá tentar reunir antes das férias parlamentares para encontrar uma solução.
Nelson Baltazar, deputado eleito pelo PS, é que não tem dúvidas sobre esta questão: "Um milhão e meio de euros é o montante necessário para recuperar imediatamente esta ponte." O que significa agilizar processos e abrir o concurso.
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DN — 2006-07-11 |
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