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Água e sol são atractivos e também principais motivos de idas ao médico no Verão
A água e o sol são os maiores atractivos da época balnear em Portugal e também as principais causas de assistência aos banhistas A água e o sol são os maiores atractivos da época balnear em Portugal e também as principais causas de assistência aos banhistas quando estes contactam com bactérias ou estão demasiado expostos ao sol, disse à Lusa um especialista.
De acordo com Paulo Diegues, da divisão de saúde ambiental da Direcção-Geral da Saúde (DGS), durante a época balnear são relativamente frequentes os casos de infecções bacteriológicas que afectam as mucosas - olhos, ouvidos e nariz - dos banhistas.
As infecções ocorrem quando a água em que o banhista mergulha está contaminada com bactérias.
Quando a água é ingerida, o famoso "pirolito", pode causar problemas gástricos, que também são relativamente comuns em casos de refeições mal confeccionadas ou indevidamente expostas ao calor, adiantou Paulo Diegues.
Isto acontece porque o calor favorece a proliferação de microrganismos nos alimentos, sendo as intoxicações alimentares mais frequentes no Verão.
Neste período, e segundo a DGS, os veraneantes devem consumir mais alimentos frescos e cozinhados no momento e não os deixar fora do frigorífico.
Os mergulhos mal dados podem ainda ser responsáveis por traumatismos que, em casos mais graves, conduzem à paralisia.
O excesso de exposição solar, principalmente no período entre as 11:00 e as 16:00, é igualmente responsável por problemas de saúde, nomeadamente queimaduras e desidratação, disse o especialista.
A DGS recomenda que os veraneantes evitem a exposição prolongada ao sol e a protecção dos bebés com menos de um ano de idade, através de camisolas de cores claras e o uso de protector solar, este também aconselhado para os adultos.
Outra recomendação da DGS vai no sentido da ingestão frequente de líquidos não alcoólicos, sem açúcar nem cafeína, o que visa evitar a desidratação.
O veraneante pode ainda ser incomodado com picadas de peixe aranha ou de alforrecas, o que é cada vez menos frequente nas praias portugueses, pois as marés não têm trazido estes animais para junto da costa.
De uma forma geral, Paulo Diegues considera que os banhistas estão hoje mais sensibilizados para os problemas de saúde que podem ocorrer durante a época balnear e respeitam os conselhos das autoridades.
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Lusa — 2006-07-13 |
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