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Autarquias promovem concurso para valorizar rio Tejo como destino turístico
A organização quer "criar uma identidade em torno do rio" e "contribuir para um maior desenvolvimento de toda a região". Quatro municípios da região do Médio Tejo apresentam hoje um concurso de ideias para promover e valorizar as margens do rio como destino de turístico e de lazer para todo o país.
"Esperamos que o concurso consiga aprofundar a relação desta região com o Tejo", mas também que a região seja "uma referência" na "área do lazer e do turismo activo e de aventura", afirmou Miguel Pombeiro, presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, que hoje acolhe a apresentação do concurso de ideias.
Nos últimos anos, a região tem assistido a vários investimentos públicos e privados, na ordem dos 34 milhões de euros, no âmbito do pacote de apoios comunitários Valtejo, mas agora é necessário "trabalhar cada vez mais a intermunicipalidade" de modo a "ganhar escala" na oferta turística e de lazer da região.
Nesse sentido, o concurso de ideias pretende uniformizar a imagem comum dos vários projectos, como o Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha, o Açude Insuflável de Abrantes, o Castelo de Almourol ou o Centro Náutico de Constância.
No projecto estão envolvidos os municípios de Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Constância e Chamusca e existe a possibilidade de criar vias para permitir uma melhor fruição das margens do rio para os visitantes.
De acordo com a organização do concurso internacional, o objectivo é "promover a concepção de um projecto de intervenção numa extensão de 24 quilómetros nas margens do Tejo, delimitada pelo açude insuflável de Abrantes a norte e pelo parque ribeirinho de Vila Nova da Barquinha a sul".
A organização quer "criar uma identidade em torno do rio" e "contribuir para um maior desenvolvimento de toda a região" através da qualificação da sua imagem no exterior.
As propostas do concurso poderão ser depois concretizadas em projectos de intervenção a candidatar no âmbito do próximo pacote de apoios comunitários, pelo que a organização conta com o apoio de várias associações locais de desenvolvimento e da secção regional da Ordem dos Arquitectos.
No júri, vão estar os arquitectos Gonçalo Byrne, Luís Moreno Mansilla, Manuel Aires Mateus e João Ferreira Nunes, numa lista que conta ainda com representantes dos poderes públicos, das autarquias e das associações locais.
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Lusa — 2006-11-06 |
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